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Mensagens

Sem Destino nem Sentimento

Beijos de paixão que vão de boca em boca Palavras espalhadas na rua pelo vento, Mulher de vida louca, Sem destino nem sentimento… São diferentes realidades, Alma morta… Como um mendigo que pede esmola porta a porta, È o dolo das pseudo beldades. São corpos em movimento, Tudo é tristeza, tudo é nada… Vivem em fingimento, Deambulam na madrugada…

Pátria

O Mundo está feio, as pessoas estão confusas e tristes Dia cinzento e estranhamente quente para esta época do ano, anteontem choveu torrencialmente, ontem fez sol e hoje o tempo vagueia entre uns raios de luz que estão com medo de romper as nuvens... É sem duvida um bom dia para aqueles poetas sentimentais ficarem em transe com a melancolia deste dia.. ao mesmo tempo, os funcionários públicos aproveitam a amargura de um dia assim para com a sua mesquinhez e ignorância aumentarem as filas das suas repartições e o povo que espere! Afinal é só mais um dia como outro qualquer... onde ao fim da tarde aquando o regresso a casa nos mais variadíssimos transportes públicos o cheiro de um sovaco deixa em êxtase os heróis desta terra, que esperam por um milagre ou uma nova vaga de uma qualquer doença oculta. É esta a nossa terra. Pátria de navegadores e descobridores, engenheiros e doutores, policias e ladrões, prostitutas, moralistas inconscientes e afins... "O povo nunca é humanit...

Doce inocência inexplorada

Esquecer palavras, Lembrar verdades, Esconder olhares, No meio de tantas falsidades, Perdido na escuridão, O rumo surge algures por entre as artérias da cidade, Já não há muito para dizer, Falar baixo, pisar leve e caminhar devagar, Um adeus prolongado... A noite dorme em silêncio, enquanto o sol surge meio embriagado, Doce inocência inexplorada, Vadiagem desesperada e a morte no outro lado da estrada, No meio de um abismo incolor, Frio, amargo e efervescente Modernidade escondida na incerteza dos efeitos do álcool, da musica e do amor... PS: Feliz Natal para aqueles que acreditam que ele existe!

Desordem de Palavras numa sociedade turva

O tempo passa a correr, os momentos sucedem-se, uns atrás dos outros, viaja-se entre o aeroporto da melancolia e a gare do sucesso e meia dúzia de recordações embrulhadas em papel colorido! Passamos por uma serie de fases alternando olhares por entre um jogo de diversas intensidades de luz, com base numa importância relativa... encerramos relações e abrimos a janela em busca de um vento frio, arrefece as emoções. Um raio de sol de Inverno aquece o espírito e faz com que a vontade de continuar a caminhar seja cada vez maior... Porém quando menos se espera percebemos que as palavras escritas sem sentido no passado, são os verbos do presente e os adjectivos do futuro. Abstraiu-me da realidade, fecho os olhos e sigo em frente, num eclipse da efervescência da desordem procuramos o equilíbrio numa época de instabilidades e incertezas, num trapézio sem rede entre ideias, sentimentos e pensamentos diversos, são as quimeras do dia a dia, os artefactos de uma boémia inerent...

Chuva da Vida

Entre a realidade e a ficção, fecho os olhos e viajo até uma aldeola perdida nos confins dos limites do Douro, não se vê vivalma só casebres de granito num daqueles dias de chuva intensa, aquela que não dá tréguas a ninguém!Ouve-se o ladrar de um cão que ecoa por todo lado, eu continuo o meu caminho, apesar de não saber ao certo para onde vou, pela rua da Igreja é que não vou, porque eu vivo a evolução, de preferência ao som de um samba, em especial aquele que um dia esse génio da língua portuguesa, Vinicius escreveu; “ Mas que nada Sai da minha frente Que eu quero passar Pois o samba está animado O que eu quero é sambar Este samba que é misto de maracatu É samba de preto velho Samba de preto tu” . O cão não para de ladrar e o sino começa a tocar num misticismo de ruralidade de vidas que nunca foram interrogadas, apenas serenamente vividas num Olimpo ainda e sempre desconhecido. O sino continua a tocar, pancadas cada vez mais lentas, profundas e graves, num tom monocórd...

Na era do preservativo

A universalidade da sexualidade é prova que esse “exercício milagroso”, presente desde as origens da sociedade, existe em todas as raças, religiões, épocas e idades, aparece desde os romances queirozianos às novelas lideres em audiências. Na arte é uma constante seja no cinema, na pintura ou na escultura, está ao alcance de todos, surgindo em abundância nos meios de comunicação como os jornais ou a Internet, passando pela publicidade até as anedotas mais simples e populares, atingindo a complexidade e a controvérsia de teorias como a de Freud (o qual insinuava que a sexualidade era uma manifestação da vida psíquica, que se desenvolvia em fases sucessivas). A omnipresença desta temática aparece em áreas tão importantes como a Saúde ou o Direito envolvendo subtemas de tal forma delicados e implexos como o aborto, a pedofilia, a violação, a sida, o adultério ou a homossexualidade e a forma como as sociedades encaram estas variantes. A sexualidade começou a ser uma temática ...

Deixa-me cantar o fado

Deixa-me cantar o fado Que eu quero sentir o meu corpo a teu lado Deixa-me caminhar nas ruelas de Algés Que eu quero confessar-me a teus pés Deixa-me respirar o ar profundo Que eu quero morrer no meu e no teu mundo… Deixa-me alcançar aquela chama Que eu quero vaguear por entre as ruelas de Alfama Deixa-me ouvir a tua voz Que eu quero ficar contigo a sós… Deixa-me viver na noite escura Que eu quero sentir a tua doce ternura Agora lembro-me dos momentos de revolta Da expressão nos teus olhos Daquilo que nunca encontrei Por tudo aquilo que já passei Deixa-me ouvir o choro da guitarra Que eu quero enfrentar a minha fúria com alma e garra Nas ruelas de Lisboa beijadas pelo luar Deixa-me acreditar no momento que há de chegar…