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Mensagens

Sunrise

I love the sunrise When the shadows play In the love light When you close your eyes Dont tell me lies The words that i dont said The songs that you dont listen The love is strong like death I can listen his voice and touch me Come with me watch the moon Feel the rhythm Only in this night Feel the freedrom The best give of life

Gestos inúteis para falar de amor...

Eu vou agarrar Vou bater mais forte Sentir o teu respirar Se algum dia tiver sorte Vou mergulhar mais fundo Tentar descobrir o teu mundo Já te vi dançar O teu olhar consegue encantar Num silencio maior De um passado de aventuras e pecados Numa noite no Bairro Alto entre drogas e fados Gestos inúteis para falar de amor Percorro as ruas da cidade A versatilidade rasga o alcatrão Um sopro de abundância Dilui-se numa madrugada de ganância Esconde um sorriso Talvez o caminho do paraíso…

O envelope

"Não me vou esquecer de dar o recado, fique descansada que será entregue em boas mãos." Agarrei no envelope, que a Dona Fernanda tinha em cima do balcão e fui direito à estação, ainda faltavam alguns minutos ate o comboio chegar, pus as malas no chão e sentei-me num velho banco de madeira enquanto a guardava a velha máquina da CP que percorria as planícies a sul do Tejo.  Aproveitei aquele momento para pensar no quanto soube bem este curto regresso a casa, o fim-de-semana prolongado, o feriado na 3ª vinha mesmo a calhar bem, apesar de adorar morar e estudar em Lisboa, as saudades de casa e da minha santa terrinha perdida algures no Alentejo estão sempre presentes, sabe bem o convívio com os amigos com os quais partilhei o liceu, rever antigos amores, para não falar da comida de casa que tem sempre outro sabor, alem de que poder sentir o silencio e o vento destas paragens é extremamente acolhedor. Adoro o contraste entre a calma de Vila Viçosa e a confusão da cid...

O fluxo de mil e uma fontes

Deixo as mãos vaguearem pelo teclado, enquanto recordo dos bons momentos que passei ao teu lado, foram fluxos de uma paixão forte, intensa e quente, do vento do Guincho ao cabo da Roca, passando pela costa vicentina ate um quarto com vista para um saguão. Entre dias de chuva e de sol perdemos por uns tempos a realidade, acreditei numa ilusão, eu sim, mas tu não… Várias vezes partimos sem destino e sem olhar para trás, parecia um expresso de emoções ou se calhar eram apenas ondas de pura ficção. Seguimos em frente e o Mundo ficava deprimido, sei que dói e se calhar a mim ate me dói mais. O fogo ladeava a estrada, continuamos ate ao nosso destino, fiquei sem travões, para pararmos as nossas alucinações, que se sobreponham entre discussões sem nexo, eram indicio que o fim estava a chegar. Ficou no ar o teu cheiro, o teu ultimo olhar e a frieza das tuas palavras e assim chegou ao fim a ultima cena desta curta-metragem. A conversa prolongou, entretanto o restaurante fechou, voa...

Encontros e desencontros

Porque a vida é feita disso mesmo de encontros mais ou menos planeados ou até inesperados, baseados na incerteza de um resultado e centrados apenas na vivência de um momento, que resulta de uma empatia invulgar, que une a facção psicológica à atracção física. No escuro de uma sala de cinema, vagueando pela praia durante os últimos raios de sol ou numa viagem sem destino, trocam-se palavras, olhares, beijos e ilusões… A conversa caminha entre preocupações de interesse relativo, mas naquele momento elevados a interesse nacional. A paixão vai evoluindo, a chama torna-se mais forte, enquanto experimentamos algo que já pensamos, erradamente, ter vivido noutras páginas. Porque apesar de haver momentos idênticos todos são diferentes, num pormenor, num sorriso, num sentimento… A certa altura este jogo de palavras e imagens torna-se num labirinto de desconfianças, precipitações e hesitações. Um vento frio encarrega-se de apagar a chama do afecto ficando no ar o fumo da paixão. A pele a...

Entre um beijo e um raio de sol

Entre um beijo E um raio de sol Tu pedes o desejo De encontrar mais um momento de felicidade Na doce ternura do teu olhar No teu jeito na tua simplicidade Descobres que a amizade existe de verdade Num sopro quente de fúria Num final de tarde Ou num inicio de noite Trocas olhares Despidos de passados Repetes a história em lados errados O momento já passou O “flirt” já acabou E tu continuas a deixar o perfume da tua graça no ar…

And The Show Must Go On

À medida que a sala vai começando a ficar preenchida os lugares vão ganhando vida, as pessoas dividem-se entre mandar mensagens por telemóvel, conversar sobre tudo e nada, outros ainda se encontram na fila da bilheteira tentando a sorte nos últimos papelinhos mágicos que dão acesso a esta sala de espectáculos e à peça do momento. Nos camarins o nervosismo dá um ar da sua graça, alguém grita merda, ouvem-se as doze badaladas, que não são mais do que as pancadas de "Moliére", na sala as luzes apagam-se , do sistema de som alguém pede para desligar telemóveis e "pace makers", o silencio domina, o pano de palco sobe, a peça começa. Aos poucos os actores vão entrando em cena, entre diálogos e efeitos cénicos a peça decorre a um ritmo impressionante conseguindo captar a atenção do espectador mais distraído, o cenário baseia-se numa tela branca onde são projectadas inúmeras imagens entre elas uma de fogo de artificio. O "guarda-roupa" é variado e o arg...